Diretrizes para o uso de inteligência artificial generativa no ensino superior: orientações a partir de documentos de universidades brasileiras
DOI:
https://doi.org/10.31417/educitec.v12.2747Palavras-chave:
inteligência artificial, ensino superior, pesquisa, universidades brasileirasResumo
Este artigo apresenta diretrizes a partir de documentos elaborados por universidades brasileiras para o uso de inteligência artificial generativa (IAG) no ensino superior. Com abordagem metodológica de análise documental (Bardin, 1977; Moreira, 2012), foram examinados quatro documentos institucionais, publicados entre 2024 e 2025, nos formatos de guias, recomendações e código de integridade, com o objetivo de identificar princípios e orientações propostos às comunidades acadêmicas. A análise foi ancorada em um referencial teórico que compreende a IAG como artefato sociotécnico, atravessado por disputas éticas, epistemológicas e culturais. Os resultados indicam convergência entre as diretrizes em torno de valores como autoria humana, transparência no uso de ferramentas de IA, proteção de dados e fomento ao pensamento crítico. Conclui-se que o enfrentamento dos desafios impostos pelas tecnologias de IAG exige da universidade não apenas normatização técnica, mas também posicionamento discursivo e formação, preservando a centralidade da criticidade na educação superior e tomando a produção humana como uma prática inegociável. De outra forma, conforme Eco (1999), se deseja fazer uma pesquisa de no mínimo seis meses, trabalhando nela uma hora por dia, [ou com alguns clicks], então é inútil continuar a falar e continuar a ler.
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