“Será que vou ficar burro(a)?”: emoções e o uso de inteligência artificial na docência
DOI:
https://doi.org/10.31417/educitec.v12.2791Palavras-chave:
emoções docentes, inteligência artificial, medo, identidade docenteResumo
Neste artigo, discutimos os sentidos simbólicos associados ao medo de “ficar burro”, manifestado por professores universitários diante da crescente presença da Inteligência Artificial (IA) nos contextos educacionais. A investigação teve início a partir de observações informais de campo, nas quais emergiu a expressão “tenho medo de usar e ficar burro(a)”, revelando um incômodo ainda pouco nomeado, mas relevante, relacionado ao uso dessas tecnologias na docência. Realizamos uma revisão bibliográfica, no período de junho e julho de 2025, no Google Acadêmico, em língua portuguesa, com recorte temporal entre 2020 e 2025, totalizando 14 artigos. O objetivo foi analisar como a literatura acadêmica recente aborda a relação entre emoções docentes e a inteligência artificial, com atenção especial ao medo de “ficar burro” diante dessas tecnologias. Os resultados foram organizados em quatro eixos analíticos: a ambivalência entre a IA como recurso e como ameaça; docência, emoção e deslocamentos na era da inteligência artificial; corpos docentes em tensão, emoções, identidade e tecnologia; e a urgência de uma formação docente afetiva e crítica. Concluímos que acolher e trabalhar criticamente esse medo constitui uma condição para práticas formativas eticamente orientadas e sensíveis à dimensão emocional da docência em tempos de IA.
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