A língua portuguesa na Educação Profissional e Tecnológica: uma proposta de ensino do gênero textual relatório de aula prática no PROEJA
DOI:
https://doi.org/10.31417/educitec.v4i08.540Palavras-chave:
Ensino de língua portuguesa, Relatório, Educação de Jovens e Adultos, Educação profissionalResumo
Este artigo tem por objetivo apresentar uma proposta de ensino do gênero textual relatório de aula prática a ser desenvolvida nos cursos técnicos de nível médio do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA). Em nossas bases teórico-metodológicas, dialogamos com a perspectiva dos multiletramentos (KLEIMAN, 2012), com o conceito de Gêneros Textuais (BAKHTIN, 1997) e com o currículo do PROEJA (MOLL, 2010) para realizarmos uma pesquisa de cunho qualitativo e exploratório. A análise do Projeto Pedagógico de Curso (PPC) (IFRN, 2012), da matriz curricular e do programa de disciplinas nos levou ao desenho de uma proposta de ensino complementar à disciplina de Língua Portuguesa com 20h de atividades de leitura, análise, produção e refazimento do gênero técnico-científico que auxilia na formação dos alunos inseridos no contexto da educação profissional e tecnológica. Concluímos que o gênero relatório deve ser objeto de ensino-aprendizagem explícito, pois é bastante utilizado pelos professores dos cursos técnicos integrados, bem como é uma exigência do próprio PPC que estabelece como produto final da prática profissional do aluno a produção de um relatório de estágio ou técnico-científico.
Downloads
Referências
BAKHTIN, M. M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais (ensino médio). 2000. Acesso em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/blegais.pdf>. Acesso em: 18 set. 2017.
BRASIL. Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2006. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/linguagens02.pdf>. Acesso em: 18 set. 2017.
BRASIL. MEC, Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos – PROEJA. Documento Base. Brasília, 2007. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/setec/arquivos/pdf2/proeja_medio.pdf>. Acesso em: 18 set. 2017.
BORBA, F. da S. Introdução aos estudos linguísticos. 9. ed. São Paulo: Editora Nacional, 1987.
BOUZADA, C. P. O feedback do professor como estratégia pedagógica no processo de produção textual de alunos do PROEJA. LINKSCIENCEPLACE - Interdisciplinary Scientific Journal, v. 2, n. 4, 2015. Disponível em: <http://revista.srvroot.com/linkscienceplace/index.php/linkscenceplace/article/view/162>. Acesso em: 15 fev. 2018.
CANZIANI, T. M. O letramento no ensino de língua portuguesa: estratégias para a formação do cidadão. In.: CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – EDUCERE, 9., ENCONTRO SUL BRASILEIRO DE PSICOPEDAGOGIA, 3., Anais... PUCPR, 2009. Disponível em: <http://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2009/2046_1917. df> Acesso em: 15 de fev. 2018.
FERNANDES, M. A. da S.; DINIZ, M. R. M.; NÓBREGA, C. M. P. de S. Conteúdos e metodologia de ensino da Língua Portuguesa a partir de projeto integrador. In.: MENDONÇA, S. R. M.; NÓBREGA, C. M. P. de S.; ROCHA, R. de C. (orgs.). O PROEJA no IFRN: Refletindo sobre o fazer pedagógico. Santa Cruz: IFRN editora, 2013, p. 45-51.
FRIGOTTO, G. e ARAÚJO, R. M. de L.. Práticas pedagógicas e ensino médio integrado. Revista Educação em questão. Natal, v. 52, n. 38, p. 61-80, maio/ago, 2015.
GUNTHER, H. Pesquisa Qualitativa Versus Pesquisa Quantitativa: esta é a questão? Psicologia: Teoria e Pesquisa. Universidade de Brasília, v. 22, n. 2, p 201-209, maio/ago, 2006.
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte. Projetos Pedagógicos dos Cursos Técnicos de Nível Médio na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos, presencial. Natal: IFRN, 2012.
KLEIMAN, A. B. EJA e o ensino da língua materna: relevância dos projetos de letramento. EJA em debate, v. 1, n. 1, 2012.
LIMA, A. D. Vozes e diálogo na escola: uma análise de posicionamentos sobre a disciplina de Língua Portuguesa no ensino médio integrado à educação profissional do IFRN. Natal: IFRN Ed., 2017.
MARCUSCHI, L. A. Gêneros Textuais: definição e funcionalidade. In: DIONÍSIO, A. P.; MACHADO, A. R. e BEZERRA, M. A. (Orgs.). Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002, p. 19-36.
MINAYO, M. C. S. (Org.); DESLANDES, S. F.; CRUZ NETO, O; GOMES, R. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.
MOLL, J. (Org.). Educação Profissional e Tecnológica no Brasil contemporâneo: desafios, tensões e possibilidades. Porto Alegre: Artmed, 2010.
RAMOS, M. N. Implicações Políticas e Pedagógicas da EJA integrada à Educação Profissional. Educação&Realidade, v. 35, n. 1, p. 65-85, jan/abr 2010. Disponível em: <http://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/11029/7197>. Acesso em: 13 set. 2017.
ROJO, R. H. R.. Pedagogia dos multiletramentos: diversidade cultural e de linguagens na escola. In: ROJO, R. H. R.; MOURA, E. (Org.). Multiletramentos na Escola. 1ed. São Paulo, SP: Parábola Editorial, 2012. p. 11-32.
SILVA, F. P.; BARROS, Y. S. A. P. Currículo Integrado e Inclusão de Jovens e Adultos Trabalhadores na Perspectiva do PROEJA: entre o prescrito e o feito. In: COLÓQUIO NACIONAL, 4., INTERNACIONAL, 1., 2017, Natal. Anais eletrônicos... Natal: IFRN, 2017. Disponível em: <https://ead.ifrn.edu.br/coloquio/anais/2017/trabalhos/eixo1/E1A21.pdf>. Acesso em: 5 dez. 2017.
SILVA, W. R. Proposta de análise textual-discursiva do gênero relatório de estágio supervisionado. DELTA: Documentação e Estudos em Linguística Teórica e Aplicada, São Paulo, v. 28, n. 2, p. 281-305, 2012. Disponível em: <https://revistas.pucsp.br/index.php/delta/article/view/5627>. Acesso em: 13 set. 2017.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Esta licença permite que outros compartilhem, copiem, redistribuam o material em qualquer meio ou formato, adaptem, remixem, transformem e desenvolvam o material a partir do seu trabalho, mesmo que comercialmente, atribuindo o devido crédito e fornecendo um link para a licença.
Os artigos publicados são de propriedade e inteira responsabilidade dos seus autores, que poderão dispor deles para posteriores publicações, sempre fazendo constar a edição original, não cabendo qualquer responsabilidade legal sobre seu conteúdo à Revista EDUCITEC.










